ONHB - Período 4: Ciclo do Ouro e Reformas

Descoberta do ouro e diamantes: mineração e urbanização

A descoberta de ouro no final do século XVII transformou profundamente a sociedade colonial. A mineração levou à formação de novas cidades como Ouro Preto, e uma intensa urbanização. Minas Gerais se tornou o principal centro econômico, promovendo mudanças culturais, sociais e econômicas. Além disso, o governo português impôs pesadas taxas sobre a extração mineral, como o "quinto".

Conflitos nas minas: Guerra dos Emboabas e dos Mascates

A disputa pelo controle das minas provocou conflitos violentos, como a Guerra dos Emboabas (1707-1709), entre paulistas e forasteiros, e a Guerra dos Mascates (1710), em Pernambuco, entre comerciantes de Recife e senhores de engenho de Olinda. Esses episódios evidenciam tensões internas da sociedade colonial.

Tratados de Limites: Madrid (1750) e Tordesilhas

O Tratado de Madrid (1750) redefiniu as fronteiras entre Portugal e Espanha na América do Sul, substituindo o antigo Tratado de Tordesilhas. Baseado no princípio do "uti possidetis", ele reconhecia as ocupações efetivas, garantindo ao Brasil áreas conquistadas além da linha de Tordesilhas.

Administração Pombalina e Expulsão dos Jesuítas

O Marquês de Pombal (1750-1777) promoveu reformas administrativas que visavam modernizar o Império Português. No Brasil, expulsou os jesuítas em 1759 e reorganizou a educação, além de estimular a economia com novas manufaturas e controle sobre as atividades econômicas.

Movimentos Nativistas: Revolta de Beckman e Filipe dos Santos

As revoltas nativistas expressavam descontentamento com o domínio português. A Revolta de Beckman (1684) no Maranhão criticava o monopólio comercial. A Revolta de Filipe dos Santos (1720) em Minas Gerais exigia o fim dos abusos fiscais e da instalação das Casas de Fundição.

Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana

Movimentos mais radicais surgiram no século XVIII. A Inconfidência Mineira (1789) pretendia proclamar a independência de Minas Gerais, mas foi delatada e reprimida. A Conjuração Baiana (1798) teve caráter mais popular e defendia abertamente o fim da escravidão e a igualdade racial.

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